segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Volta

Eu tenho saudade.. Saudade dos seus sinais de vida. Saudade de poder me ver ao seu lado. Daquele medo prazeroso que tinha quando você aparecia. Consegue me entender? Não quero demais.. Tão possessiva me sinto de te desejar. De um individualismo gigante esse o meu. Mas a culpa não é minha que fui roubada. Roubaram a minha vontade, a minha perceverança. A certeza imensa que eu tinha do que quero. Abaixaram a minha mão erquida em luta de algo que nem eu me lembro. Tudo isso a custa de poder tocar meu próprio coração, de torcer meu peito e sentir toda a dor que você me trás. Me deram a vontade de morrer, e aumentaram mais ainda a vontade de viver. De viver esse amor que anda recaído, quieto. Sei do que preciso para ver meus braços livres novamente, para meus dedos estarem soltos e balançarem no ar. Para que todos aqueles sonhos voltem a reinar na minha noite, e para que meus dias sejam vividos do lado de fora novamente. Segure meu coração antes que ele caia, pois meus braços já não tem mais força. Nem que seja por dois minutos, segure com toda a intencidade que puder. Teus dedos leves vão me dar arrepios, mas sei que não vai doer. Meu corpo todo pede um descanço e minha mente pede apenas um pouco de vida para sobreviver. Sei que tem quem me espere, e preciso ir. Segure a criança que há em mim, não posso larga-la aqui, sozinha.

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