Aquelas noites. Frias. (sentimos um arrepio ao pensar no dia seguinte). Deitamos. Pensamos. E nos arrependemos, nos lamentamos, nos orgulhamos. Lembramos. Choramos. E rimos, sozinhos. Levantamos. Escrevemos, arrumamos. Deitamos novamente. A noite ainda um pouco clara. Cantarolamos. Viramos e reviramos. Nos sentimos afundados. Isolados no meio de um oceano, sem respirar, mas a busca por oxigênio não acaba. O ruido da televisão, as obrigacões não feitas e o vazio. A saudade. O medo, a preocupação, a preguiça. Lamentamos de novo. Insônia, infinita! Tudo se repete. Não dormimos. O dia nunca acaba. E tud se repete. Desejamos dormir. Para sempre.
O maior medo que o suicidio me trás é o de sobreviver.
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