segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Peculiariedades

Não gosto de escrever sobre amor, mas as vezes é necessário. Odeio ser julgada ou avaliada, e detesto mais ainda que tirem conclusões de mim. Gosto de entender as pessoas e descobrir pequenas coisas em comum. Não quero ser indiferente, mas temo que me olhem de forma errada. Sou azarada, mas sei que tenho muita sorte. Nunca assisti a um seriado, nunca saí do Brasil e meus pais não me apresentaram aos Beatles. Não acredito ser nada do que crio. Meu corpo não diz por mim e o que sinto não existe. As vezes nada me toca. Gosto de Chico Buarque e Milton Nascimento. Nando Reis construiu parte da minha vida e o Renato Russo as vezes me explica o que estou passando. Capitães da Areia mudou completamente minha vizão de mundo. Não mudo de opinião por obrigação ou para ser aceita, mas algumas coisas me ajudam a me descobrir. Mudo tão rápido a ponto de escrever algo aqui e duas frases depois discordar e apagar. Gosto de desenhar, de escrever, de tocar (o nada que sei) e de fotografar, mas faço isso somente para mim. Sou egoísta como todos, as vezes até um pouco mais, mas tenho conciência e raiva disso. Não como carne e um dia serei frutífera. Detesto a idéia de ter que matar para viver. Não sei se o que tenho é depressão, mas existe algo dentro de mim que me faz querer nunca mais acordar. Sou felicidade pela manhã, pensamentos e crises pela tarde e sofrimento pela noite. Odeio vinho e café. São pouquíssimas as pessoas em que eu acredito gostarem de mim. Não gosto de ver ninguém triste, mas amo descobrir sofrimentos em comum. Sou mais infeliz do que parece e mais feliz também. Gosto de alegria e ainda não conheci ninguém que tenha mais ataques de riso do que eu. Gosto de ficar em paz, sozinha, no meu quarto. Ou na companhia de poucos. Gosto de ouvir música e olhar pro teto. Creio que meus desenhos sem precisão nem significado dizem muito mais de mim que formas, palavras e metáforas. Não acredito em deus algum e sou contra qualquer tipo de lei religiosa. Respeito crenças, mas não me façam gostar\praticar cultos a determinado ser. Penso muito sobre tudo e isso já me fez acreditar no mundo ideal, mas hoje sei que nem eu sei o que seria o ideal. tento apenas valorizar o que tenho e manter as coisas em paz, apesar de que dentro de mim a paz muitas vezes está longe. Penso mais nos outros do que em mim, mas faço muito pouco ao mundo. Sou a favor da legalização de drogas e extremamente contra a lei que proibe o suicidio. Sou contra o aborto, mas acho que ele devia ser legalizado. Assisto Geléia do Rock e acho que existem muito mais pessoas boas do que parece. A mais de um ano que o suicidio vem tido como possibilidade na minha cabeça quase que diariamente. Não me entendo nem um pouco com meus pais e discordamos em quase tudo. Laços de sangue para mim não são mais importantes do que os outros, mas família, apesar de todos os milhões de pesares tem uma importância gigantesca pra mim. Invejo bons relacionamentos familiares. Algumas pessoas me cativam de forma peculiar e diferente, outras me despertam atração, há algumas que cultivo um grande carinho e são indispensaveis, outras intoleráveis. Tudo isso pode ser chamado de amor, paixão, atração, carinho, ódio, timidez e mais o que quer que seja, mas existem pessoas em especial que criam algo sem nome que é a mistura de todos e algo a mais, talvez o extremo do amor e da paixão. Amo muitas coisas de formas diferentes, mas uma delas, talvez a única que seje o amor mais forte e mortal, me tira a paz e me tira o próprio amor puro e simples. Gosto de estar apaixonada, ou de sentir isso a que me refiro, mesmo que provoque em mim esse transtorno imenso. Me interesso por histórias tristes e intensas. As coisas boas não são tão boas para mim. E as ruins, super atraentes. Tenho uma vontade imensa de viver, mas a morte as vezes me parece melhor. Já comecei cartas de despedidas, mas foram todas para o lixo, junto com a minha coragem de fugir. Sou a favor do anarquismo, mas sei que para que ele não acabasse em corpos mortos no chão, seria necessário que todos fossem a favor de muitas outras coisas. O caos e a constante violência em que o mundo se encontra me preocupa bastante, mas me sinto incapaz de fazer qualquer coisa em relação a isso. Adimiro muitas pessoas, mas não tenho muitos amigos. Os realmetne verdadeiros são pouquíssimos. Mas aprendi a me contentar com eles e comigo mesma, e sei que assim me fazem um bem gigante assim. Não consigo manter relacionamentos falsos e procuro ser sempre verdadeira, apesar de que escondo muito de mim aos outros. Sou bi, tri, e até polifásica (se é que isso existe). Mas apenas ajo naturalmente. Determinadas situações me deixam muito tímida, outras me envolvem tanto que me deixam calada, apenas escutanto e observando. As vezes, me sinto em casa no colégio e numa prisão dentro de casa. Mas fico a vontade em ambos os lugares. Gosto das pessoas e sempre vejo algo bom nelas. Gostaria de ser bem mais extrema e intensa do que sou, mas os dois lados me puxam e as vezes acabo ficando no meio. Algumas pessoas me dão uma raiva gigante sem fazer nada, mas sei que o problema está em mim e guardo isso em baixo do tapete. Odeio algumas críticas feita dos outros para os outros e acho que as pessoas se julgam muito mais do que o necessário. Tenho muitos sonhos e muito a viver. Muitas vezes desprezam os meus desejos por eles não trazerem conforto e normalidade a vida. Tenho certa fascinação por mendigos. Morro de medo de agulha, mas pretendo um dia fazer uma tatuagem. Não sou previnida nem consequente, mas quando o mal que poderei fazer não é só a mim, minha preocupação se eleva ao cubo. Amo a natureza e não vejo a hora de me tornar idependente para sair da cidade. Muitas vezes ninguém, ou quase ninguém entende o que penso e o que quero. A falta de sentido da vida para mim é algo que me provoca grande curiosidade e o mistério da morte me fascina. Sei que nunca acharei o que busco, e estarei sempre na constante duvida da vida e da morte. "Ter vontade é ter coragem" e sei que a minha vontade balança para ambos os lados. Odeio o tempo a ser esperado e não acho que ele seja a cura para tudo. Queria alguma droga que me levasse para qualquer outro universo, bem longe de mim.

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