Será preciso lutar contra a minha própria felicidade. Guardar o sorriso em uma caixa. Roubar a água do poço dos desejos e levá-la aos meus olhos. Será então necessário o homicídio para que consiga chorar? Não fará diferença, a volta é impossível. Mas será real. Preciso que compreenda meus temores e que os tenha também. Preciso então morrer para que sintas a minha ausência. Morrerei então por vergonha, por medo de ouvir suas respostas. Por não querer receber os ecos de meus gritos. E serei o choro de criança que acaba de acordar. Que olha para os lados e percebe que não há ninguém no seu sonho. Que embarcara sozinha e assim não tem a capacidade de conduzir suas azas.
Não precisa ser prestativo, basta ser.
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