É que eu preciso dessas justificativas, ou meras desculpas, para me mostrar para mim.
É que eu não sei mais o que eu sinto. Se eu soubesse, juro que te falaria. Minto. Não falaria não.
É que eu tenho medo. Não tenho medo do que sinto nem do que irei sentir. Tenho medo de você. Medo da sua inteligência. é mais inteligênte que eu. O tanto que penso me torna tão ignorante perto de ti.
É que você sabe o que pensar. Eu não, meus pensamentos vem, assim, sem mais nem menos. Que tolice a minha de pensar em em não mais pensar no que pensas. Tenho tanto a aprender com você. Escreve, uma mera palavra sua vêm como um livro daquels que nós absorvemos absolutamente tudo o que ele transmite.
É que eu só sei escrever pra mim. Fico aqui conversando com as minhas próprias palavras. Elas me respondem tão claramente que me falta um pouco de mistério. Minha vida é assim: ou sei ou não sei. E ultimamento o não sei está sendo o chefe da minha cabeça.
É que se eu soubesse, não saberia de você. De que vale saber do que há para saber se assim não teria nada a aprender com você? Hoje sei que sou quem você construiu. Logo a gente, que não cremos em nada além de nós mesmos, fomos pegos por essa cola do destino..
É que eu sou uma cópia. Pareço diferente.. ou talvez seja pura falta de modéstia a minha achar que sou diferente por ser igual a ti. Eu te copiei, confesso.
É que você é assim.. tão eu! Ou sou eu que sou você? a cronologia diz algo a respeito disso ou é pura vaidade sua?
É que eu não me assusto mais comigo. Nem com você. Você me trouxe todas essas coisas novas que eram tão velhas pra mim. Queria ser assim, sem medo de me despir. Talvez não tenha medo. Talvez vocÊ tenha medo de olhar pra mim. Eu não sei.
É que eu só sei de mim. Por tanto, eu só sei de você.
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